O Advogado Daniel Bialski, que renunciou à defesa de Carla Zambelli

Advogado Daniel Bialski abandona defesa de Zambelli após deputada fugir para Itália

Há 9 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Daniel Bialski deixou a defesa da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) momentos após ela anunciar que saiu do Brasil rumo à Itália para escapar de possível prisão. O criminalista, especialista em casos de grande repercussão, alegou não ter sido informado sobre a fuga da parlamentar condenada pelo STF a dez anos de prisão.

Zambelli foi condenada por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal pelos crimes de falsidade ideológica e invasão ao sistema do CNJ. O relator do caso foi o ministro Alexandre de Moraes.

A deputada confirmou ter deixado o país sem avisar seu advogado. “Não falei para o meu advogado, e isso dá motivo suficiente para ele deixar o caso”, declarou Zambelli à CNN.

Fuga estratégica para território italiano

A parlamentar bolsonarista afirmou possuir passaporte italiano e estar protegida pela cidadania europeia. “Podem colocar Interpol atrás de mim, eles não me tiram da Itália”, desafiou a deputada.

Zambelli alegou ter saído do Brasil para tratamento médico nos Estados Unidos. Posteriormente, planeja se estabelecer na Itália, onde os custos de saúde seriam menores.

A princípio ficará baseada em Roma, mas pretende se mudar para o interior italiano. A deputada informou que pedirá licença da Câmara dos Deputados para se ausentar das atividades parlamentares.

Histórico do advogado em casos polêmicos

Daniel Leon Bialski se formou em Direito pela PUC-SP em 1992 e conquistou mestrado em Processo Penal em 2008. Tornou-se sócio do escritório paterno, hoje chamado Bialski Advogados Associados.

O criminalista já defendeu figuras controversas como o ex-governador Sérgio Cabral e o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Também representou o técnico de futebol Cuca em processos criminais.

Recentemente, Bialski havia deixado a defesa de Michelle Bolsonaro no caso das joias presidenciais. Assumiu o caso em 14 de agosto, mas se retirou oito dias depois, alegando “comum acordo”.

Pedido de prisão preventiva

A Procuradoria-Geral da República solicitou a prisão preventiva de Zambelli após o anúncio de sua fuga. O pedido foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que deve decidir sobre a medida cautelar.

O caso ganhou nova dimensão com a saída do país da deputada. Autoridades brasileiras avaliam medidas para garantir o cumprimento da decisão judicial.

Bialski é membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais e foi vice-presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-SP. Além da advocacia, exerceu cargos de liderança em instituições judaicas e no Corinthians.

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