Caixa pagará R$ 2 milhões para corrigir vícios de construção em condomínio de Praia Grande

Há 5 meses
Atualizado quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Da Redação

Dezenas de famílias do Condomínio Portal do Sol, localizado na Vila Sônia, em Praia Grande, litoral de São Paulo, terão seus problemas de moradia solucionados após acordo judicial. A Caixa Econômica Federal vai transferir R$ 2,087 milhões ao condomínio para corrigir falhas na construção dos imóveis. A decisão foi homologada pelo desembargador federal Hélio Nogueira, coordenador do Gabinete da Conciliação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (Gabcon/TRF3).

O acordo põe fim a uma disputa que se arrasta desde 2013, quando o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública contra o banco.

Problemas afetam qualidade de vida

Os moradores convivem com diversos problemas estruturais no condomínio, construído pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR), do governo federal. Entre as falhas estão o desplacamento de pisos cerâmicos, defeitos no sistema de drenagem, rachadura no piso de concreto e falta de registros adequados na rede hidráulica.

Com o recurso em mãos, o condomínio poderá contratar diretamente as empresas para fazer os reparos, sem precisar passar por licitação pública — o que tornaria o processo mais lento e burocrático.

Banco poderá cobrar construtora

O acordo prevê ainda que a Caixa tenha direito de regresso contra a construtora responsável pelas obras. Isso significa que o banco poderá entrar com ação judicial para recuperar o dinheiro gasto com as correções.

A negociação foi resultado de cinco audiências de conciliação realizadas entre abril e setembro deste ano. Participaram a Caixa, o MPF e representantes do condomínio.

Prestação de contas

O Condomínio Portal do Sol ficará responsável por fiscalizar as obras e prestar contas regularmente ao Gabcon/TRF3. O acordo extingue a ação civil pública e estabelece compromisso de cumprimento do cronograma de reformas.

A solução negociada representa economia para a Caixa, que teria custos maiores se precisasse executar as obras por meio de licitação, e agilidade para os moradores, que aguardam há anos pela solução dos problemas.

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