O ministro GIlmar Mendes participa de sessão do STF

Após desistência de Gilmar Mendes, plenário virtual do STF retoma votação da prisão de Collor

Há 11 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o destaque que havia apresentado para transferir o julgamento da prisão do ex-presidente Fernando Collor para o plenário presencial. Com a desistência, a análise será retomada pelo plenário virtual na próxima segunda-feira (28), quando a Corte decidirá definitivamente sobre a manutenção da prisão do ex-presidente.

A retirada do pedido ocorreu depois que seis ministros já haviam votado pela manutenção da prisão de Collor, formando maioria no julgamento. Votaram a favor da prisão o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal.

Histórico de tentativas de interferência

Esta não é a primeira vez que Gilmar Mendes tenta intervir em processos envolvendo Fernando Collor. Em 2023, o ministro votou para absolver o ex-presidente no escândalo conhecido como “propina com recibo”. Vencido pela maioria da Corte, pediu vista e retardou o processo por mais quatro meses. Posteriormente, propôs reduzir a pena pela metade, o que livraria o réu de cumprir pena em regime fechado.

A relação entre os dois remonta ao início da década de 1990, quando Gilmar Mendes integrava a defesa de Collor no processo de impeachment que resultou em seu afastamento do cargo em 1992. Apesar dessa relação profissional antiga, o ministro nunca se declarou impedido de julgar processos relacionados ao ex-presidente.

A prisão de Collor

Condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Fernando Collor foi detido pela Polícia Federal no Aeroporto de Maceió (AL) na sexta-feira (25), quando se preparava para embarcar com destino a Brasília. O ex-presidente, de 75 anos, passou por audiência de custódia e foi encaminhado ao presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, na capital alagoana.

Collor alegou que estava se dirigindo a Brasília para se apresentar à polícia, mas foi preso antes de embarcar. A prisão ocorreu após o esgotamento de todos os recursos na ação que o condenou.

Caso deriva da Lava Jato

O processo que resultou na prisão de Collor deriva da Operação Lava Jato, mas o entendimento é que ele não teria sofrido os mesmos vícios processuais que levaram à anulação de ações contra outras figuras políticas, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal Beto Richa (PSDB-PR), o ex-ministro Antonio Palocci e empresários como Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro.

As investigações concluíram que Collor integrava um esquema de fraudes na BR Distribuidora. Foram encontradas provas de que recebeu R$ 20 milhões para garantir a viabilidade de contratos irregulares entre a empresa e a UTC Engenharia para construção de bases de distribuição de combustíveis.

Votos pendentes no STF

Ainda faltam votar no plenário virtual os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques. O ministro Cristiano Zanin se declarou impedido de participar deste e de outros julgamentos no âmbito da Lava Jato, por ter atuado como advogado do presidente Lula em casos ligados à operação.

O inquérito contra Collor teve origem em uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2015. A investigação também apontou a participação dos empresários Luis Pereira Duarte Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos nas manobras ilegais que culminaram na condenação do ex-presidente.

Autor

Leia mais

AGU garante condenação de mineradora por extração ilegal de basalto

Há 16 horas
Detentos com mãos para fora dentro de celas em um complexo prisional

Mais 10 estados estão em fase final de instalação de centrais de regulação de vagas no sistema prisional, anuncia CNJ

Há 17 horas
Jogadores da seleção brasileira

Justiça trabalhista usa Copa do Mundo como estímulo para nova campanha da conciliação

Há 17 horas

STF mantém ação penal contra Sérgio Moro por calúnia contra Gilmar Mendes

Há 17 horas

O agente secreto, Wagner Moura e o Brasil na disputa do Oscar 2026

Há 17 horas

Itamaraty revoga visto de assessor de Trump que visitaria Bolsonaro na prisão

Há 19 horas
Maximum file size: 500 MB