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EUA lançam ofensiva contra Venezuela e capturam Nicolás Maduro, diz Trump

Há 2 meses
Atualizado domingo, 4 de janeiro de 2026

Explosões em instalações militares, reações internacionais e caos nas ruas marcam ataque liderado por Washington

Na manhã de sábado (3), fortes explosões foram registradas em diversas partes da Venezuela, em meio a uma operação militar de larga escala conduzida pelos Estados Unidos. O presidente norte-americano Donald Trump anunciou que o país havia realizado um ataque contra o governo de Nicolás Maduro, declarando que o líder venezuelano e sua esposa haviam sido capturados e retirados do país.

As explosões ocorreram em pontos estratégicos da capital Caracas e em estados vizinhos, como Miranda, Aragua e La Guaira. Entre os alvos mais visados estavam a Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda, conhecida como La Carlota, e o complexo militar Fuerte Tiuna, sede do Ministério da Defesa e do comando do Exército venezuelano.

Instalações militares e áreas civis atingidas

Imagens de incêndios de grande proporção e sons de detonações foram registradas por moradores em várias regiões da capital. Testemunhas relataram cenas de pânico em bairros próximos às zonas militares. Em La Guaira, principal porto do país, uma densa nuvem de fumaça foi vista se formando nas proximidades da costa logo após uma sequência de estrondos.

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, declarou nas redes sociais que os ataques norte-americanos atingiram tanto instalações militares como áreas civis. Segundo ele, helicópteros lançaram foguetes e mísseis, e o governo está reunindo informações sobre possíveis vítimas.

Trump anuncia captura de Maduro

Pouco após os primeiros relatos dos ataques, Trump utilizou sua rede Truth Social para confirmar a ofensiva. Ele afirmou que a operação foi coordenada com forças policiais dos EUA e que Maduro e sua esposa haviam sido levados para fora do território venezuelano.

“O presidente Nicolás Maduro foi capturado”, escreveu Trump. A Casa Branca, no entanto, não emitiu posicionamento oficial além da publicação do presidente.

Reações dentro e fora da Venezuela

A vice-presidente Delcy Rodríguez e o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, foram considerados a salvo, conforme fontes ligadas ao governo Maduro ouvidas sob anonimato. Já o governo mobilizou tropas para conter os danos e reforçar a segurança em locais estratégicos da capital.

As reações internacionais foram imediatas. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, condenou o que chamou de agressão, alertando para o bombardeio em Caracas e pedindo uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, classificou a operação como um “ataque criminoso dos EUA” e afirmou que a “zona de paz” da América Latina está sendo “brutalmente agredida”.

Críticas internas nos Estados Unidos

A ofensiva militar também provocou divisões internas nos EUA. Senadores democratas criticaram a decisão de Trump. Brian Schatz, do Havaí, afirmou que os EUA não têm “interesses nacionais vitais na Venezuela que justifiquem uma guerra”. Ele alertou para os riscos de uma nova “aventura estúpida”, relembrando intervenções passadas.

Enquanto isso, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu um aviso proibindo voos comerciais sobre o espaço aéreo venezuelano por pelo menos 23 horas. A Embaixada dos EUA na Colômbia, responsável por assuntos consulares venezuelanos, orientou cidadãos norte-americanos a não viajarem para o país e buscarem abrigo onde estiverem.

Moradores relatam medo e confusão

Moradores de bairros próximos aos locais atingidos relataram momentos de tensão. Em El Valle, região que abriga Fuerte Tiuna, uma moradora contou sobre o sobrevoo intenso de helicópteros e explosões que sacudiram as janelas. Já em Chuao, próximo à base de La Carlota, uma mulher afirmou ter visto fumaça subindo de um hangar após “detonações horríveis”.

Operações anteriores e aumento da presença militar na região

As ações dos EUA ocorrem em um contexto de crescente presença militar norte-americana no Caribe e no Pacífico Oriental. Desde setembro, 35 ataques foram confirmados contra supostos traficantes de drogas. Nas últimas semanas, o governo Trump enviou aviões, navios e equipamentos militares para a região. O presidente acusa Maduro de liderar uma rede de narcotráfico internacional — acusação rejeitada pelo governo venezuelano.

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