Presidente Luis Inácio Lula da silva

Governo aciona STF nesta terça contra derrubada do IOF

Há 8 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O governo federal decidiu entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a derrubada do decreto que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O caso ficará sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que já conduz outras ações similares na Corte.

A decisão marca novo capítulo do acirramento entre Executivo e Legislativo, intensificado após críticas do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O parlamentar acusou o governo de promover “polarização social” e alimentar o discurso de “nós contra eles”.

Congresso derruba medida fiscal do governo

Na semana passada, Câmara e Senado aprovaram projeto que revogou o decreto presidencial de reajuste das alíquotas do IOF. A medida contou com apoio de partidos da própria base governista, representando derrota significativa para a equipe econômica.

O aumento do imposto integrava estratégia da Fazenda para elevar arrecadação e garantir ajuste fiscal. A rejeição parlamentar foi interpretada como sinal de enfraquecimento da influência presidencial no Congresso Nacional.

Hugo Motta negou que o governo tenha sido surpreendido pela decisão. O presidente da Câmara comparou sua posição à de “capitão que vê barco ir em direção ao iceberg” e precisa avisar.

Estratégia de embate entre ricos e pobres

O governo adotou nas redes sociais estratégia considerada político-eleitoral de apostar no embate entre ricos e pobres. A gestão petista defende o reajuste do IOF como forma de promover justiça tributária no país.

Lideranças do Congresso rebaterem o argumento governamental e sustentam que o Executivo deveria cortar gastos públicos. Os parlamentares rejeitam a alternativa de aumentar impostos para equilibrar as contas públicas.

Durante cerimônia de lançamento do Plano Safra no Palácio do Planalto, integrantes do governo rebateram críticas de Motta. O ministro Fernando Haddad disse que críticos da tributação “podem gritar”, mas não irão “intimidar” a gestão.

Haddad rebate Bolsonaro sobre BPC

Em discurso de cerca de dez minutos, Haddad enalteceu a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais mensais. O ministro da Fazenda disse que Lula não aumenta imposto, mas possibilita “mínimo de respeito” com o trabalhador.

Haddad respondeu às críticas do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo o ministro, Bolsonaro acordou “chateado” pelo “fracasso” da manifestação de domingo em São Paulo e “resolveu atacar Lula”.

O titular da Fazenda classificou como mentira a alegação bolsonarista de que o governo “dificulta o acesso” ao BPC. Na semana anterior, o governo editou decreto para apertar regras de concessão do benefício e conter aumento desse gasto.

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