Bolsonaro cumprimenta o General Mário Fernandes, autor do plano de assassinatos Punhal Verde Amarelo

Moraes enumera atos violentos e diz que “Punhal Verde e Amarelo” menospreza a inteligência do STF

Há 6 meses
Atualizado terça-feira, 9 de setembro de 2025

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, apresentou detalhes sobre os planos golpistas que incluíam assassinatos e atentados terroristas. A operação “punhal verde e amarelo” previa eliminar autoridades eleitas e instaurar uma ditadura no país.

Os eventos violentos começaram em dezembro de 2022, com ataques a ônibus no dia 12, data da diplomação presidencial. Segundo as investigações, os manifestantes foram incitados pelo discurso de fraudes eleitorais que nunca foram comprovadas.

Atentado terrorista marca escalada da violência

Em 24 de dezembro, uma bomba explodiu no aeroporto de Brasília em claro ato terrorista. O artefato poderia ter ferido dezenas de pessoas inocentes, demonstrando a gravidade dos planos golpistas.

A explosão não foi um ato isolado, mas parte de uma tentativa coordenada de tomar o poder ilegalmente. Os mesmos grupos posteriormente organizaram os ataques de 8 de janeiro contra as sedes dos três poderes.

Organização criminosa liderada por ex-presidente

Moraes apontou que a organização criminosa era presidida por Jair Bolsonaro, que não aceitava a alternância democrática no poder. O grupo planejava retomar uma ditadura similar à que durou mais de 20 anos no Brasil.

Em 18 de novembro, o general Braga Netto disse aos manifestantes acampados: “vocês não percam a fé, é só o que posso falar agora”. A frase demonstra clara incitação ao golpe de Estado.

Plano detalhado previa assassinatos de autoridades

O documento “punhal verde e amarelo” foi impresso na sede do Palácio do Planalto em 9 de novembro. O planejamento incluía matar o presidente eleito, vice-presidente e ministros do STF com armas pesadas.

Seis militares das forças especiais participaram da operação, apelidada de “Copa 2022” em referência à série Casa de Papel. Cada participante tinha um codinome diferente para dificultar a identificação.

Envenenamento e colapso orgânico entre as opções

Para eliminar Lula e Geraldo Alckmin, o grupo cogitou usar veneno ou medicamentos que induzissem colapso orgânico. As conversas entre Mauro Cid, Rafael Martins e outros conspirados mencionavam que “algo vai acontecer, aguardem”.

Mário Fernandes, da Secretaria de Governo, imprimiu o documento e se dirigiu ao Palácio da Alvorada. Permaneceu uma hora conversando com Bolsonaro no mesmo dia da impressão do plano.

Todos os indícios levam a Bolsonaro

]De acordo com ao relator da AP-2668, Bolsonaro sabia de todas as operações violentas. Ele recebeu cópia do plano de assassinato do presidente e vice eleitos, e da captura, com a utilização de armas pesadas, do próprio Alexandre de Moraes. Para o ministro, desprezar o significado desses indícios e provas seria menosprezar a inteligência da Corte.

Autor

Leia mais

Laboratório de análises clínicas com funcionária coletando sangue

Laboratório deve ou não informar aos pais que filha menor fez teste de gravidez? STJ entende que não

Há 1 hora

Segunda Turma do STF forma maioria para manter prisão de Daniel Vorcaro por milícia privada e fraude bilionária no Banco Master

Há 2 horas
Entrada da Corregedoria Nacional de Justiça

Corregedoria Nacional estabelece diretrizes para magistrados em casos de recuperação judicial e falência de produtores rurais

Há 3 horas
Ex-presidente Jair Bolsonaro, entre policiais federais

Bolsonaro passa mal e é levado para fazer exames no hospital DF Star

Há 3 horas
Ex-banqueiro e empresário Daniel Vorcaro

STF começa a julgar  hoje se Daniel Vorcaro permanece preso

Há 6 horas
Demandas judiciais de saúde. Martelo da Justiça sob mesa ao lado de jaleco de médico e estetoscópio

Médico preso por morte de bebê tem habeas corpus negado pelo STJ

Há 7 horas
Maximum file size: 500 MB