Cão Orelha, agredido sem causa aparente em Florianópolis (SC), terá corpo exumado

A pedido do MPSC, Justiça autoriza e corpo do cão Orelha é exumado para aprofundar investigações sobre o caso

Há 4 semanas
Atualizado sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Da Redação 

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) requereu e a Justiça autorizou a exumação, nesta sexta-feira (13/02), do corpo do cão Orelha, morto no início de janeiro em Florianópolis (SC) para a realização de novas diligências sobre o caso. A morte do cachorro por espancamento sem qualquer motivo aparente chocou o país. O procedimento foi confirmado pela Polícia Científica que informou que um novo laudo deve ficar pronto em até 10 dias para detalhar a morte do animal.

O pedido de exumação do corpo, conforme informações do MP,  foi feito diante da verificação de “necessidade de complementação das investigações”. De acordo com promotores, a medida foi adotada após análise do inquérito policial e dos boletins de ocorrência circunstanciados registrados.

Novas oitivas e outras medidas

Além da exumação, foram aceitos pela Justiça pedidos como oitiva de novas testemunhas, análise de imagens e a reinquirição de veterinários. A análise do pedido de internação do adolescente suspeito foi adiada até a conclusão das diligências. O juiz pediu, ainda, esclarecimentos sobre contradições, omissões e a participação de outras pessoas citadas nos depoimentos.

Orelha era considerado um “cão comunitário”, porque vivia na Praia Brava, área turística de Florianópolis, e recebia cuidados e alimentação constante por parte dos moradores da área. Segundo a investigação da Polícia Civil, o cão foi agredido em 4 de janeiro. No dia seguinte, foi encontrado por moradores e levado ao veterinário, mas não resistiu aos ferimentos. 

Importância de mais esclarecimentos

O inquérito sobre a morte do cão Orelha foi concluído em 3 de fevereiro. A Polícia Civil apontou um adolescente como responsável pelas agressões que resultaram na morte do animal e pediu a internação dele. Três adultos também foram indiciados por suspeita de coação no processo. Segundo a polícia, não há imagens nem testemunhas do momento exato da agressão. Um laudo indireto, baseado em atendimento veterinário, apontou que a causa da morte foi um golpe na cabeça por objeto contundente.

A 2ª Promotoria de Justiça destacou a importância de esclarecimentos específicos para apurar se houve ou não coação no curso do processo relacionado à morte do cachorro e solicitou novos depoimentos. O órgão também se posicionou a favor de tornar o processo sigiloso novamente, já que há o envolvimento indireto de adolescentes em investigações relacionadas. O MP requereu o aprofundamento de diligências relacionadas a quatro boletins de ocorrência. Entre os pedidos, estão a juntada de vídeos que tratam de atos infracionais, bem como registros envolvendo cães. 

— Com Agências de Notícias

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