PEsquisa Atlas Intel comprova rejeição crescente à tese da ditadura do judiciário

Na etapa final do julgamento, pesquisa aponta crescimento da rejeição à tese de “ditadura do judiciário”

Há 6 meses
Atualizado terça-feira, 9 de setembro de 2025

Nova pesquisa Atlas/Bloomberg mostra que 51,3% dos brasileiros desconfiam do Supremo Tribunal Federal, enquanto 48,5% ainda mantêm confiança na corte. O levantamento, realizado entre 3 e 6 de agosto com 2.447 entrevistados, expõe a polarização em torno do poder judiciário nacional.

Os dados revelam um país dividido sobre o papel do STF na democracia brasileira. A margem entre confiança e desconfiança é de apenas 2,8 pontos percentuais, indicando forte polarização política.

Rejeição à tese de “ditadura do judiciário” cresce significativamente

Apesar da polarização, a pesquisa registrou movimento importante na percepção sobre “ditadura do judiciário”. A tese perdeu força: caiu de 47,3% em fevereiro de 2024 para 45,4% em agosto de 2025.

Mais significativo ainda foi o crescimento da discordância dessa tese. O percentual de brasileiros que acredita que “o judiciário está cumprindo seu papel corretamente” saltou de apenas 20,9% para 43,3% no período – um crescimento de mais de 20 pontos percentuais.

A avaliação varia conforme o perfil ideológico dos respondentes. Entre eleitores de Jair Bolsonaro, 88,1% acreditam na “ditadura do judiciário”, enquanto apenas 3,8% dos eleitores de Lula compartilham essa visão.

Alexandre de Moraes lidera rejeição entre ministros

O ministro Alexandre de Moraes apresenta os maiores índices de rejeição, com 51% de imagem negativa contra 49% de aprovação. Carmen Lúcia e Flávio Dino aparecem em seguida, ambos com 49% de rejeição.

Gilmar Mendes registra a maior rejeição histórica, atingindo 56% de imagem negativa. Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, tem 44% de rejeição, mas também 32% de respondentes que não conhecem seu trabalho.

Maioria rejeita atos de 8 de janeiro

Sobre os eventos de 8 de janeiro de 2023, a pesquisa mostra consolidação da reprovação popular. Atualmente, 83,3% discordam das invasões, percentual que cresceu desde janeiro de 2023, quando era 76%.

Apenas 8,4% concordam com as ações dos manifestantes que invadiram os três poderes. A percepção de que os atos foram “completamente injustificados” subiu para 62,3%.

Sociedade dividida sobre anistia e punições

A questão da anistia aos envolvidos nos atos golpistas divide opiniões. Enquanto 51,2% são contrários ao perdão “ampla, geral e irrestrita”, 46,9% apoiam a medida.

Sobre as punições aplicadas pelo STF, 51,1% consideram as penas exageradas, enquanto 35,3% as veem como adequadas. A polarização se mantém também na avaliação sobre prisão domiciliar de Bolsonaro: 52,1% contra e 47% a favor.

A pesquisa revela sinais contraditórios sobre o judiciário brasileiro: embora permaneça a divisão sobre a confiança no STF, cresce o reconhecimento de que a instituição cumpre seu papel constitucional, sugerindo maior maturidade democrática da população.

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