Fotos de ataques dos EUA a barcos em águas do Caribe e Pacífico

Pentágono usou avião disfarçado de civil em ataque letal ordenado por Trump

Há 2 meses
Atualizado terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Operação contra suposto tráfico de drogas levanta suspeitas de crime de guerra por perfídia

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos utilizou uma aeronave secreta com aparência civil no primeiro ataque letal contra uma embarcação acusada de contrabando de drogas, em setembro do ano passado, durante o governo de Donald Trump. A ação matou 11 pessoas, segundo autoridades informadas sobre a operação.

De acordo com relatos de oficiais, o avião era pintado para se assemelhar a uma aeronave comercial e transportava armamentos dentro da fuselagem, sem mísseis visíveis sob as asas. O ataque ocorreu no dia 2 de setembro e teria sido o primeiro de uma série de bombardeios contra barcos classificados como ligados a cartéis.

Aparência civil pode caracterizar crime de guerra

Especialistas em direito internacional afirmam que o uso de uma aeronave com camuflagem civil em operação ofensiva pode configurar o crime de guerra conhecido como perfídia, proibido pelas leis do conflito armado. A prática envolve enganar o inimigo ao simular status civil antes de um ataque.

O general reformado Steven J. Lepper, ex-subchefe do setor jurídico da Força Aérea dos EUA, afirmou que, se o avião foi usado para se aproximar da embarcação sem ser identificado como militar, o ataque violaria o direito humanitário internacional.

“Se a aeronave não era identificável como combatente e ainda assim realizou um ataque, isso é perfídia”, afirmou Lepper, segundo pessoas que acompanharam o caso.

Sobreviventes teriam sido mortos em novo ataque

Imagens de vigilância analisadas por autoridades indicam que a aeronave voou baixo o suficiente para ser vista pelos ocupantes do barco. Após perceberem a presença do avião, a embarcação teria mudado de rota em direção à Venezuela, pouco antes do primeiro ataque.

Dois sobreviventes iniciais conseguiram se manter vivos sobre destroços do casco e chegaram a acenar para a aeronave, sem saber se o ataque havia sido causado por um míssil. Posteriormente, ambos foram mortos em um segundo bombardeio, que afundou os restos da embarcação.

Mudança de tática após críticas internas

Após o episódio, os militares norte-americanos passaram a utilizar aeronaves claramente identificadas, como drones MQ-9 Reaper, em ataques semelhantes. Em outubro, dois sobreviventes de um ataque conseguiram nadar para longe dos destroços e foram resgatados, sendo posteriormente devolvidos à Colômbia e ao Equador.

Manuais militares dos Estados Unidos destacam que combatentes devem sempre se distinguir de civis, e que o uso de engano para induzir o inimigo a baixar a guarda é expressamente proibido.

Autor

Leia mais

A foto mostra manifestantes durante os ataques de 8 de janeiro de 2023.

Argentina protege foragido do 8 de janeiro e frustra pedido de extradição do Brasil

Há 1 hora
Claudio Castro, governador do Rio de Janeiro

Com 2 a 0 pela cassação de Cláudio Castro, Nunes Marques pede vista e suspende julgamento

Há 2 horas

Assessor de Trump consegue autorização para visitar Bolsonaro na prisão

Há 2 horas
Presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho.

Presidente do TST critica discursos contra mulheres sugere mudanças culturais e regulação da internet

Há 12 horas

Pedido de vista no STJ adia julgamento de processo que discute denúncia de artista contra empresa de Xuxa por plágio

Há 14 horas
Cédulas de dinheiro sendo seguradas por uma mão

TRF2 mantém condenação de ex-juiz que desviou quase R$ 400 mil

Há 15 horas
Maximum file size: 500 MB