Tem início a autenticação em dois fatores no PJe para combater golpe do falso advogado

Há 4 meses
Atualizado terça-feira, 4 de novembro de 2025

Da Redação

Desde a última segunda-feira, 3, advogados e demais usuários externos do Processo Judicial eletrônico (PJe) precisam usar autenticação em dois fatores para acessar o sistema. A medida do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) visa aumentar a segurança e reduzir fraudes.

A mudança atende ao pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e afeta quem usa login e senha comum para acessar os serviços da Justiça. O objetivo é dificultar a ação de criminosos que aplicam o golpe do falso advogado.

Como funciona

No primeiro acesso, o usuário precisa escanear um QR Code para vincular um aplicativo autenticador ao sistema. Depois disso, basta inserir o código de seis dígitos gerado pelo aplicativo a cada acesso. O código muda automaticamente a cada minuto.

O aplicativo da Microsoft não será mais compatível. Os usuários devem baixar apps autenticadores que funcionem com QR Code e códigos temporários.

Quem é afetado

A nova regra vale para usuários externos: advogados, cidadãos e profissionais que usam e-mails comuns (Gmail, Hotmail etc.) para acessar o PJe, o Jus.Br e a Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro (PDPJ).

Quem usa certificado digital ou acessa pelo GovBR não precisa mudar nada. Magistrados, servidores e outros usuários internos também não são impactados.

Entenda o golpe

No golpe do falso advogado, criminosos conseguem logins e senhas verdadeiros e acessam dados públicos de processos. Depois, entram em contato com as partes envolvidas se passando por seus advogados e pedem transferências via PIX, alegando valores devidos à Justiça.

Segundo Luciano Kuppens, chefe da Divisão de Segurança de Informação do CNJ, a expectativa é que a autenticação em dois fatores reduza bastante esse tipo de fraude. “Não há metas quantitativas definidas, porque a segurança da informação exige constante vigilância”, afirmou.

Como se proteger

Para não cair no golpe, o CNJ recomenda:

  • Nunca fazer pagamentos sem confirmar diretamente com seu advogado ou com a Justiça
  • Verificar a identidade do profissional no site da OAB ou na plataforma ConfirmADV
  • Desconfiar de mensagens urgentes e links suspeitos
  • Consultar o processo diretamente no site do tribunal

Vítimas do golpe podem fazer denúncia pelo canal oficial da OAB Nacional.

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