Três dias após denúncia de Felca, MPF recebe pedido de prisão, Senado protocola CPI e Câmara acelera projetos

Há 7 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Da Redação

Apenas três dias após o influenciador Felca denunciar casos de exploração e sexualização infantil nas redes sociais, o caso já provocou ações concretas em três frentes: pedido de prisão preventiva ao Ministério Público Federal (MPF), protocolo de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado e aceleração de projetos sobre proteção infantil na Câmara. A repercussão mobilizou autoridades e mudou a pauta política no país.

Câmara acelera debate sobre segurança infantil na internet

Na Câmara dos Deputados, líderes partidários colocaram em regime de urgência propostas voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Projetos antes parados passaram a ser prioridade, com foco em coibir a “adultização” e restringir a circulação de imagens de menores em contextos sugestivos.

Parlamentares afirmam que a legislação atual não acompanha a velocidade das plataformas e dos conteúdos que exploram a vulnerabilidade infantil. A meta é aprovar novas regras ainda neste semestre.

Deputado pede prisão preventiva de influenciador

O deputado federal Reimont (PT-RJ) protocolou no MPF um pedido de prisão preventiva contra o influenciador paraibano Hytalo Santos, citado nominalmente por Felca. Santos é acusado de lucrar com conteúdos sexualmente sugestivos envolvendo menores, prática que teria motivado a denúncia pública.

Segundo o parlamentar, a prisão é necessária para impedir a continuidade das publicações e garantir a preservação de provas. O MPF avalia se há elementos suficientes para submeter o caso à Justiça.

Senado abre caminho para CPI

No Senado, Jaime Bagattoli (PL-RO) e Damares Alves (Republicanos-DF) apresentaram um requerimento para instalação de uma CPI destinada a investigar influenciadores e plataformas digitais supostamente envolvidos na exploração e sexualização de crianças e adolescentes.

A proposta já reúne apoio de diferentes partidos e pode ser votada em breve. Caso aprovada, a comissão terá poderes para convocar depoentes, requisitar documentos e sugerir mudanças na legislação.

Pressão pública mantém tema em evidência

A sequência de ações mostra a força da pressão popular diante de crimes cometidos no ambiente digital. Especialistas defendem uma atuação coordenada entre Legislativo, MPF e Polícia Federal para combater de forma efetiva a exploração infantil online.

Enquanto isso, a mobilização continua nas redes sociais, impulsionada por influenciadores, organizações e cidadãos que cobram punição aos envolvidos. A expectativa é que os desdobramentos mantenham o tema no centro da agenda política nas próximas semanas.

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